A primeira Bienal a gente não esquece!

Já se passou uma semana que a Bienal do Livro Rio acabou. Bate uma saudade, mas também alívio e sentimento de dever cumprido. A minha primeira Bienal, oficialmente como autora, expondo e autografando um livro meu, foi inesquecível. Cansativa, mas cheia de boas lembranças que vou levar para sempre na carreira e no coração.

Viajei para o Rio de Janeiro na quinta-feira, dia 10, junto com meu maravilhoso e sempre parceiro de todas horas, meu marido Felipe. Chegamos ao Rio Centro à tarde e logo que entrei, corri para o Pavilhão Verde, onde se localizava o estande da Editora Draco. Foi ótimo rever meu editor, Erick Sama, que sempre me abre portas e oferece oportunidades para minha carreira. Conheci sua mãe também, Isilda, que estava ajudando no estande, uma pessoa de coração enorme, que foi a mãezona de todos os autores da Draco durante os 11 dias de evento.

Contrato

Assinando o contrato para a continuação de Inverso com o editor Erick Sama!

O primeiro dia, 10 de setembro, apesar de ser um dia de semana não fez feio em questão de movimento na feira e, especialmente, no estande. Vários leitores nos visitaram, seja pelas ações especiais de Inverso que distribuímos na feira, seja pelas chamadas na internet ou por visitas de pessoas que estavam apenas passeando pelo pavilhão. O mais gratificante nesse dia, além do imenso carinho dos leitores e da ótima quantidade de vendas para um dia de semana, foi a visita de alunos das escolas públicas do Rio de Janeiro, que chegavam cheios de amor, abraços e beijos para adquirir e autografar Inverso ou simplesmente para me conhecer. Nesse dia aconteceu uma história que me emocionou demais: uma aluninha, leitora, leu a orelha do livro e ficou tocada; ela, assim como eu, perdeu a mãe muito jovem. Mas nem ela ou a amiga que a acompanhavam tinham mais vales ou dinheiro para adquirir o livro (e aqui vai uma crítica à Prefeitura do Rio: os vales eram de apenas R$ 5,50 e algumas professoras das escolas nos informaram receber apenas um vale, no máximo dois! É muito pouco, Prefeitura. É dolorido ver crianças e adolescentes com tanta vontade de ler, mas sem poder levar os livros.); vendo isso, meu marido tomou a iniciativa de dar ele mesmo o livro para ela, e foi um momento mágico quando essa linda leitora retornou ao estande, pegou seu livro autografado e ambas nos abraçamos, sabendo que uma compreendia a dor que a outra tinha passado. É isso que a leitura faz: aproxima as pessoas, representa-as em histórias que elas mesmas poderiam viver. É isso, especialmente, que a literatura nacional faz, aqueles personagens em livro podem ser qualquer pessoa, vivendo histórias que se passam no nosso cotidiano. E isso é a verdadeira magia!

Não foi só Inverso que me fez ter esse sentimento. Fiquei tocada também ao ver meninos que saíam do estante, exultantes, com seu exemplar de Apagão, por exemplo, uma HQ que se passa em São Paulo, com um personagem negro e excepcionalmente corajoso como protagonista. Ou casais homossexuais que adquiriam Boy’s LoveÉ nesse momento que você percebe, na vida real, ao vivo, como a representatividade é essencial na literatura. Os leitores querem e precisam se identificar com os personagens, com as histórias por eles vividas. É muito emocionante!

No segundo dia, a minha querida amiga e parceira de todas as aventuras e momentos literários chegou ao Rio. Claro que estou falando da Melissa de Sá, autora que divido além de histórias no papel, também histórias de vida. Sem ela, essa Bienal, essa careira, não existiriam para mim: nós estamos juntas desde o começo, desde a época das fanfics de Harry Potter, e não poderia existir companhia melhor para uma primeira Bienal como autora do que ela.

Karen e Melissa

Com a melhor parceira literária que poderia existir: Melissa de Sá.

Foi assim que começou o segundo dia para mim na Bienal, a sexta-feira, dia 11 de setembro. Como também era um dia de semana, havia principalmente o movimento de escolas na feira. Melissa e eu aproveitamos para distribuir marcadores e ações dos nossos livros; além de contos publicados na Draco, a Mel é autora do fofíssimo livro infantil A Última Tourada (e ela esgotou os exemplares que levou para a Bienal!). Houve um momento especialmente emocionante nesse dia quando eu e Melissa distribuíamos marcadores na praça de alimentação e aluninhos de escolas municipais me cercaram para ganhar autógrafos em seus marcadores, tirar fotos e dar beijos e abraços. Lindo demais esse carinho imenso!

Quem também apareceu nesse dia para nos visitar foi o super talentoso e gentil Eric Novello; ele tem dois livros publicados na DracoNeon Azul (que estou lendo e é fantástico!) e A Sombra no Sol, e agora mais recentemente publicou o romance Exorcismos, amores e uma dose de blues pela Editora Gutenberg. O Eric é uma pessoa fantástica. Já gostava demais dele como autor, mas ele é ainda mais querido ao vivo. Nos outros dias o procurei novamente no estande da Gutenberg, mas nos desencontramos. Não tem problema, muitos eventos virão e eu ainda conseguirei o autógrafo dele! ❤

Karen e Eric Novello

Com Eric Novello.

Também conheci nesse dia o Gerson Lodi-Ribeiro, autor renomado em matéria de ficção científica, que estava lançando seu Estranhos no Paraíso no estande da Draco durante a Bienal. Um cara sensacional, muito simpático e inteligente, que foi um prazer enorme conhecer!

As vendas e os autógrafos no estande da Editora Draco esse dia também foram pra lá de ótimos! Mas logo a sexta-feira acabou e estávamos ansiosos pelo sábado, pelo tão esperado final de semana na Bienal. E ele veio, com muita, muita gente, desde o momento da entrada às 10 horas da manhã. A feira estava lotada, pessoal! Mal dava para respirar. Quando chegamos ao estande, encontramos já pela manhã autores queridos que nos fariam companhia naquela festa: Eduardo Kasse, da série Tempos de Sangue (amigo e parceiríssimo, não posso esquecer de mencionar também sua esposa muito querida, a Estela), Ana Lúcia Merege, da série Athelgard e Raphael Fernandes, autor de várias HQs na Draco, como a própria série Apagão. Eram eles que estavam lá desde o comecinho do dia, mas não demorou para que chegassem outros autores incríveis, pessoas maravilhosas e talentosas que tive o prazer de conhecer ou reencontrar: Jaqueline de Marco, de Super Desapegada (e também amiga e escritora desde a época das fanfics – emoção multiplicada x3!); Priscilla Matsumoto, de Ball Jointed AliceTanko Chan, escritora, organizadora e ilustradora da série Boy’s Love (da qual participo do volume 2); Claudia Dugim, colega queridíssima de já três publicações (Piratas, Boy’s Love 2 e Trasgo); Cirilo S. Lemos, autor do fantástico O Alienado E de ExtermínioThais Lopes, autora da série Santuário da MorteThiago d’Evecque, autor de LimboVivianne Fairda série A Caçadora e Luiz Felipe Vasques, super simpático, autor de vários contos e organizador de antologias da editora.

CasalAficcionado_Editora_Draco_086

(Quase) Toda a galera da Draco reunida.

Deixei um parágrafo separado para a mais do que querida Fabiana Madruga, autora da série de romance que me conquistou por completo, Clube dos Herdeiros. Quando ela chegou não teve como segurar as lágrimas; a Fabi é uma pessoa extremamente querida e talentosa, que eu ainda não tinha encontrado pessoalmente, e vê-la foi um momento especial demais para descrever. Diva!

Jaque, eu, Fabi e Mel

Jaqueline de Marco, eu, Fabiana Madruga e Melissa de Sá

Outro parágrafo é especial para os amigos do blog Casal Aficcionado. Conhecia a Ara Robert também desde a época das fanfics (NENA!) e nós passamos por toda uma geração potteriana juntas, mas eu também nunca a tinha encontrado pessoalmente e vê-la foi um gatilho para muito choro, abraços prolongados e sorrisos. Uma pessoa querida demais, que agora tem esse projeto maravilhoso do blog junto com seu marido também maravilhoso, Érico Robert. Só de saber que ele tinha se casado com a Ara, eu já sabia que ele era maravilhoso, mas o Érico também se tornou um amigo querido, e foi também muito emocionante encontrá-lo. Casal ultra, mega especial, que fez uma seção de fotos e filmagem inesquecível e super profissional de mim e dos outros autores da Draco naquele sábado. Foi fantástico!

Casal Aficcionado

O querido Casal Aficcionado. Adoro essa foto!

Tem mais parágrafo especial para ela, a Elaine Souza, amiga querida de tantos anos e blogueira comigo no Por Essas Páginas. É claro que ela apareceu lá, com todo seu sorriso e energia, e pegou livros autografados além muitos abraços apertados. Lany, adoro você! Prometo que não vou influenciar (muito) a Fabi Madruga a escrever terror, também quero que ela termine Clube dos Herdeiros! 😀

Lany

PEP Girls!!! Eu + Lany!

Mas guardei o melhor para o final: os leitores! Quantos, quantos, quantos leitores passaram no estande esse dia! Inverso vendeu tanto que perdi a conta de quantos exemplares autografei, quantas pessoas maravilhosas abracei e quantas fotos tirei! Foi aquele momento que você realmente sente: sou uma escritora! Passou tanta gente linda por lá, que parou e se interessou pelos livros, comprou, pegou autógrafo, conversou sobre literatura… foi demais! Meninas, meninos, crianças, adolescentes, casais, famílias! E também autografei vários e vários exemplares de Boy’s Love 2, que fez um sucesso retumbante na feira! In-crí-vel!

Megan

Eu e minha Megan ❤

Ah, e foi nesse dia que encontrei meus personagens! ❤ Duas leitoras que eram minhas Megan‘s, de Inverso uma delas a autora Thais Lopes, a outra uma leitora super especial, a Lorena, que inclusive fez uma fanart (a primeira!) de Inverso (clique aqui para ver). O outro “personagem-leitor” que encontrei foi o Bruno, um leitor que tem o mesmo nome que o meu personagem no conto O Sentimento em Boy’s Love 2. Delícias de encontros!

Nos intervalinhos, a Melissa de Sá e eu também conseguimos fazer rápidas visitas a outros estandes, conversando e abraçando vários autores nacionais que admiramos e somos amigos. No estande da Gutenberg, conversamos com o Felipe Castilho, que estava lançando o terceiro livro de sua série, Ferro, Água e Escuridão, um cara mega simpático, a Bárbara Morais, da trilogia Anômalos, super gentil e eu A-DO-RO o cabelo cacheado dela 😀 e também o Jim Anotsu, que já publicou também pela Draco e agora tem seu Rani e o Sino da Divisão na Gutenberg. Só gente querida! ❤

O sábado enfim terminou; estávamos exaustos, mas muito felizes. Mas ainda tinha mais um dia de Bienal! E o domingo começou fofo demais com um grupo de leitorinhas e leitorinhos que me acompanharam até o estande da Draco para conhecer e adquirir Inverso Anna e a Trilha SecretaO domingo foi um dia de menos movimento, mas também muito especial: várias vendas e visitas de leitores queridos no estande e o encontro com a linda Dana Guedes, também colega de Boy’s Love 2 e autora de Boy’s Love – Flor de Ameixeira (fofo demais!). Houve despedidas – a Melissa de Sá foi embora, como a gente se abraçou e chorou! – e perdi o momento que o Eduardo Kasse foi, mas ainda o sequestro para uma boa rodada de comidinhas e gordices em São Paulo um dia desses!

dana

Dana Guedes e eu 🙂

Mas houve também outros momentos especiais. Como blogueira e leitora, visitei o estande da Editora Arqueiro, e encontrei lá meu contato da editora no Por Essas Páginas, o Fernando, super gentil e simpático (e agora eu lembro do seu rosto sorridente ao enviar e-mails para a editora!). E outro momento muito especial da Bienal: eu e meu marido ficamos horas na fila de autógrafos do Josh Malerman, autor de Caixa de Pássaros, da Intrínseca, mas a espera valeu a pena: Josh é um doce de pessoa, super bem-humorado, me recebeu bem demais. O escritor Pablo Amaral Rebello (autor de Deserto dos Desejos) estava no estande e lembrou o Josh que eu também era autora (por meu crachá!) e foi o suficiente pro Josh ser um querido; ele perguntou para mim sobre meu livro (chegamos à conclusão que Alameda dos Pesadelos seria “Nightmare Woods” em inglês e recebeu meus marcadores com um sorriso no rosto (e os deixou na mesa, muito gentil!). E ainda por cima me deu esse autógrafo:

caixa de passaros

Muito emocionante. 🙂

Minhas aquisições na Bienal? Todas na foto abaixo. E não poderia deixar de falar de leitores e amigos que estiveram por lá mas não encontrei, como o Sérgio Pavarini do PavablogJefferson Nóbrega, autor de A Crônica de Sangue e Fé, o Rodrigo Cittadino, o Franz Lima (todos amigos queridos da Roda de Escritores), o Sandro Quintana de Verdûncio e Azulino, a Kássia Monteiro de Soberana, o J.M.Beraldo de Império de Diamante, a Laísa Couto de Lagoena, a Mamãe Literária e tantos, tantos que eu ainda gostaria de encontrar, mas que vão ficar para uma próxima. É muita gente para citar! ❤

livros

Depois disso voltamos ao estande da Draco. Ajudamos o Erick Sama e sua mãe querida a desmontar o estande e acompanhamos o final de uma Bienal, com direito a contagem regressiva e muita batucada de alívio e felicidade por uma feira incrível, mas muito cansativa, que finalmente chegava ao fim. Caixas e mais caixas depois, mas muito felizes, acompanhamos os (poucos!) livros que restaram em seu caminho de volta para casa e sabíamos: tinha terminado. E foi lindo.

bye bye

Obrigada a todos. Familiares, amigos, escritores, colegas, blogueiros, parceiros, leitores. Foi uma Bienal para jamais esquecer. E que venham muitas!

eu_aficcionado

E quem não comprou Inverso na Bienal… visite a Livraria do Blog e garanta o seu, autografado! ❤

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Comments
5 Responses to “A primeira Bienal a gente não esquece!”
  1. Só lembranças boas desses dias maravilhosos! Foi ótimo estar lá.

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  2. Ara Robert disse:

    Foi lindo demais te tocar, te abraçar, ver o quanto você cresceu como autora. Amo você demais!
    Seus livros são definitivamente meus xodós. Ter uma amiga-mana como você me enche de orgulho.

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  3. Que dia incrível! Vou levar pra vida inteira. 🙂 Nem precisa dizer o quanto é incrível ter você como amiga-escritora, né? Nada disso teria acontecido sem você.

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  1. […] Bienal encontrei muita gente bacana: leitores, blogueiros, amigos e, claro, escritores (tem mais sobre a Bienal nesse link)! Uma dessas pessoas foi a Dana Guedes, autora de um dos contos na antologia Boy’s Love […]

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  2. […] 2015 eu estive pela primeira vez em uma Bienal (no Rio) como autora publicada e com meus livros em um estande próprio. Foi uma experiência fantástica, a realização de um sonho. Inverso foi publicado […]

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