Minhas inspirações: Carlos Ruiz Zafón

Minhas inspirações é uma coluna com um pouquinho dos autores que mais admiro e que me inspiram a escrever. Ela é baseada na coluna Meu Autor de Cabeceira, do blog Por Essas Páginas, no qual sou colunista. Para ler o post original, clique aqui.

Carlos Ruiz Zafón só entrou no meu seleto grupo de autores de cabeceira recentemente, mais precisamente no início do ano passado, quando li Marina. Apesar disso, logo após ler apenas um livro do autor, eu já sabia que estava apaixonada por sua escrita sensível e inigualável. O amor só aumentou após ler seu outro romance, A Sombra do Vento, uma verdadeira obra-prima. Zafón é o tipo de autor que é impossível não se encantar e querer ter na estante. Por isso mesmo digo orgulhosamente: sou uma zafonete de carteirinha. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse clássico contemporâneo?

Carlos-Ruiz-ZafónO escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona – cenário de vários de seus romances – em 25 de setembro de 1964. Aos 49 anos, Zafón vive atualmente em Los Angeles, onde se dedicava a escrever roteiros antes de se dedicar à carreira de escritor. Foi muito premiado, principalmente com seu primeiro romance, dirigido para um público mais jovem, O Príncipe da Névoa, bem como com sua obra mais aclamada e dirigida ao público adulto, A Sombra do Vento. É um dos escritores mais bem sucedidos da Espanha, com vários romances publicados, todos editados aqui no Brasil pela Editora Suma das Letras, selo da Editora Objetiva.

Minha adoração por esse autor é tamanha que por muito tempo eu nem quis ver fotos dele: não queria estragar a magia criada por minha imaginação. Confesso que, assim como imagino seus personagens cativantes e tão vívidos, eu o imaginava como um homem de barba, bigode, óculos e chapéu, quem sabe uma cartola, e até com uma bengala nas mãos. Bem, posso dizer que acertei na barba, bigode e óculos, mas o restante foi a minha imaginação que produziu. Zafón fala tanto em seus livros da Barcelona antiga, da primeira metade do século 20, que eu acabava imaginando-o da mesma maneira, como se ele fosse mais um dos protagonistas de seus próprios livros.

“Ninguém entende nada da vida enquanto não entender a morte.”, Marina.

Apesar de, até o momento, ter lido apenas dois de seus livros, já posso dizer que ele é um dos meus autores favoritos. Sempre que encontro seus livros em promoção (ou não!), corro para comprá-los. Recentemente adquiri toda a trilogia do Cemitérios dos Livros Esquecidos: A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu, livros que, apesar de serem uma série, podem ser lidos em qualquer ordem (o que eu acho ótimo!). Outro dia peguei uma promoção e adquiri também O Palácio da Meia-Noite, segundo volume da trilogia da Névoa, mas nem me importo, em algum momento compro os demais (aliás, a Suma irá lançar o terceiro volume agora em outubro no Brasil). Mas o livro que me conquistou em primeiro lugar, Marina, ganhei da querida Lany, que comprou em oferta na Bienal. É um livro lindo e sensível, daqueles para ler e reler.

Uma característica comum a todos os livros do Zafón é sua escrita refinada – sem ser cansativa, com palavras escolhidas a dedo, além de uma facilidade impressionante de passear por vários gêneros: horror, aventura, drama, romance, bem como de levar o leitor às lágrimas, mesmo nas primeiras páginas. Afirmo com toda a certeza do mundo que, se você se permitir a ler apenas a primeira página de um dos seus livros, talvez até as primeiras frases, já se encontrará arrebatado e será impossível parar de lê-lo.

“Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro.”, A Sombra do Vento.

Zafón é um amante das palavras. Seu livro A Sombra do Vento, por exemplo, é um ode a elas, aos livros e à imaginação. O autor valoriza, primeiramente, o livro, a literatura e, por isso mesmo, não cedeu ainda aos convites de transformar seus livros em filmes. Segundo ele, seus livros foram feitos para serem lidos e são muito mais importantes que qualquer película que possa ser produzida a partir deles.

 

estante_zafon

Minha coleção do Zafón até o momento, junto a outros livros queridos na estante. Já comprei mais livros dele depois dessa foto. xD

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