Influências de Alameda dos Pesadelos – As Músicas

Já falei um pouquinho na semana passada sobre como os games, em especial, Silent Hill, influenciaram Alameda dos Pesadelos (em pré-venda pela Editora Cata-vento). Agora decidi falar um pouco sobre as músicas que estão no livro – e as que ouvi enquanto escrevia.

Vívian, a protagonista de Alameda dos Pesadelos, é obcecada por músicas dos anos 80, especialmente as brasileiras. Sempre gosto de inserir músicas brasileiras nos meus livros, porque elas são incríveis e as músicas que mais me tocam; não que eu não use músicas estrangeiras (meu novo livro insiste em ser escrito ao som de Linkin’ Park), mas acredito que essas duas canções que estão no livro combinaram muito mais com o clima dele – e com o passado de Vívian e sua juventude.

A primeira música que tem um forte impacto na história é Eduardo e Mônica, do Legião Urbana; Vívian é fascinada pela banda e por Renato Russo. Essa música está muito ligada a um antigo amor da personagem, cuja história terá uma boa importância no livro.

Tocava Legião Urbana no meu walkman naquela tarde quente do final de setembro de 1995. Eu costumava deixar o volume bem alto; dessa maneira, as ruas, a vida e as pessoas ganhavam uma trilha sonora livre de ruídos incômodos, como se estivesse em um videoclipe.

E também era mais fácil não ser incomodada.

Mas para ser bem sincera, ouvir aquelas músicas, aquela música, “Eduardo e Mônica”, na verdade, sempre me deixava para baixo. 

Alameda dos Pesadelos, Capítulo Três

A outra música é a que eu mais gostei de inserir no livro: Você não soube me amar, da Blitz. Essa canção já representa outra fase da vida de Vívian… e outra pessoa. É uma música divertida e doce, mas espero que vocês tenham outro tipo de sentimento com a canção após ler o livro… Sim, eu tentei imitar aqui o mestre King, que me deixou completamente traumatizada com We’ve only just begun, dos Carpenters (ainda não assistiu o filme “1408”? Vá assistir!).

Quando ele disse isso, o Evandro Mesquita começou a cantar “Que felicidade, que felicidade”. Eu adorava músicas desse tipo. Blitz era uma das minhas bandas favoritas, e estava tocando naquele momento “Você não soube me amar”. Gabriel sempre tirava sarro das minhas músicas, mas o que ele não gostava mesmo que eu ouvisse era Legião Urbana.

Alameda dos Pesadelos, Capítulo Quatro

Essas são as músicas que aparecem no livro e têm um significado especial dentro dele. No entanto, escrevi várias e várias partes do livro ouvindo… a trilha de Silent Hill! Sei que já falei do jogo lá no outro post, mas é que as músicas das trilhas dos games são tão tão excepcionais! São aterrorizantes. Só de ouvi-las a gente já se sente naquele clima de horror. São perfeitas para escrever terror. Se ainda não conhecem, aí vai uma das minhas músicas preferidas: Room of Angel, de Akira Yamaoka. Essa música não está no livro, mas me acompanhou por toda a escrita das partes mais aterrorizantes.

E aí, vocês também curtem músicas em livros?

Alameda dos Pesadelos está nos últimos dias de pré-venda lá no site da Editora Cata-vento! Aproveitem o preço promocional de R$ 34,90 com frete grátis! Lembrando que também estou vendendo exemplares autografados pelo mesmo valor: é só entrar em contato comigo reservando o seu através do e-mail kvs.alvares@gmail.com.

alameda_grande

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Comments
7 Responses to “Influências de Alameda dos Pesadelos – As Músicas”
  1. Adorei saber mais esses detalhes a respeito do livro. Eu adoro música, e gosto de citá-las sempre que posso. Agora, Linkin’ Park é até legal, mas mude para Black Sabbath ou Pink Floyd. Por mim *o*

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  2. Você conseguiu: nunca mais ouvi “Você não soube me amar” do mesmo jeito.

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