Influências de Alameda dos Pesadelos – Silent Hill

Quando a gente escreve um livro não tem jeito: você é influenciado por várias coisas, sejam outros autores, livros, filmes e por que não, games! Em Alameda dos Pesadelos (em pré-venda pela Editora Cata-vento), sei que meu texto foi e muito influenciado por autores que admiro muito como Stephen KingJ.K. Rowling, por exemplo, afinal, eles fazem parte da minha vida há muitos anos (especialmente pelo fato de eu ter começado a escrever com fanfics de Harry Potter). Mas existem também outras referências, e certamente a franquia de games Silent Hill foi uma das maiores delas.

Escrevi Alameda dos Pesadelos há mais de dois anos, em uma época em que estava jogando muito Silent Hill (ok, eu ainda jogo, repito tantas vezes os jogos que até sei de cor algumas falas). Porém, lá em 2011/2012, eu estava jogando esses games pela primeira vez. E o primeiro que joguei, de todos – e acho que foi o que mais influenciou meu livro – foi Silent Hill 4 – The Room.

silent hill 4 gif

Não vou me estender muito explicando o game, vocês podem dar uma olhada nesse post que escrevi para o blog Meia-Lua pra Frente e Soco e entender porque eu adoro esse título, especificamente. Mas toda a franquia é brilhante. Sou desde sempre fã de terror e isso se estende por filmes, livros e games. A série Silent Hill é uma das melhores franquias de horror que foram criadas, principalmente os quatro primeiros jogos – ao menos para mim. As imagens são aterrorizantes bem como as histórias. É um terror que foca no psicológico e não no snuff, exatamente o meu tipo preferido de horror e o que eu tento reproduzir em meus contos e romances. Cada jogo conta com histórias complexas e muito bem desenvolvidas, o que eu acho imprescindível em games. Não adiantam bons gráficos, boa jogabilidade, se você não tem uma boa história. Em qualquer mídia a história sempre é essencial. Em Silent Hill 4 – The Room, por exemplo, o jogo gira em torno da história do vilão, Walter Sullivan. O quanto isso é incrível? É a história do vilão! E toda ela é super bem construída, sendo contada ao jogador por meio de notas, bilhetes e inscrições.

“Tentei acelerar o passo, mesmo que minhas pernas reclamassem, mas o lugar só ia ficando mais distante, bem como as paredes intensamente brancas se tornavam cada vez mais sujas; primeiro, amareladas, depois, com manchas de cor marrom, até que eu vi outras, vermelhas, e tive a impressão horrível de que eram de sangue. O chão também tinha escurecido, e eu dei um grito quando percebi que não pisava mais no piso frio, branco e brilhante, mas sim em um chão gorduroso e grudento, manchado de vermelho vivo e marrom barrento. 

Foi só aí que lembrei que estava descalça e senti nojo de pisar naquilo. Tentei voltar, mas quando me virei, o corredor todo estava daquele jeito. Não havia mais as paredes brancas, tão brancas que cegavam meus olhos. Por todo lugar, as paredes pareciam descascar, podres, e eu tinha a sensação crescente do medo correndo em minhas veias com maior intensidade, pulsando mais forte que meu próprio sangue. 
Até que uma porta se abriu, rangendo.”  

Alameda dos Pesadelos, Capítulo Cinco

Sempre que jogo Silent Hill fico impressionada com os ambientes criados no jogo – mesmo nos mais antigos. É incrível como os desenvolvedores utilizaram com eficiência a pouca capacidade gráfica existente na época, especialmente no Playstation 2. Os cenários são aterrorizantes por si mesmos, e tentei reproduzir um pouco da tensão deles, em palavras, em Alameda dos Pesadelos. Gosto muito dessas imagens de paredes descascando, sangue coagulado no chão, fantasmas saindo por todos os lugares. É algo que sempre me deixa tensa e tentei criar algumas imagens também como essas no livro, para fazê-los sentir da mesma maneira aterrorizada que eu quando mergulho nesse tipo de história. Espero conseguir esse feito!

Alameda dos Pesadelos está nos últimos dias de pré-venda lá no site da Editora Cata-vento! Aproveitem o preço promocional de R$ 34,90 com frete grátis! Lembrando que também estou vendendo exemplares autografados pelo mesmo valor: é só entrar em contato comigo reservando o seu através do e-mail kvs.alvares@gmail.com.

alameda_grande

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Comments
2 Responses to “Influências de Alameda dos Pesadelos – Silent Hill”
  1. Poxa, que legal! Achei super interessante o que você falou sobre o jogo e, sendo uma das pessoas privilegiadas que leram seu livro, acho que você conseguiu transmitir sim essa ideia do terror psicológico. Inclusive essa ideia do ambiente opressivo é algo muito forte em Alameda.

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    • Karen Alvares disse:

      Eu pensei mesmo muito nesse jogo quando escrevi Alameda e ficava ouvindo direto a trilha sonora dele – que é fantástica! Fico feliz que você acredite que eu tenha conseguido transferir esse ambiente opressivo para o livro, era exatamente o que eu queria passar. 😉

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