Top Dez: As dez coisas que me desanimam em um livro

Esse é mais um post que postei originalmente lá no Por Essas Páginas. Eu leio muito e, por isso, é fácil pra mim eleger dez coisas em um livro que me desanimam – na verdade, eu poderia eleger muito mais que isso. Sou uma leitora muito chata exigente. Sabem aquele sentimento quando você encontra algo em um livro, torce o nariz e perde o pique da leitura? Pois é, é isso aí. Tem muitas coisas que me fazem torcer o nariz em um livro. Muitas mesmo.

Machismo

Acho que essa é a coisa que mais me broxa na leitura. Tem coisa mais broxante do que ler um livro machista? Um livro onde um personagem é extremamente misógino e ainda assim é visto como mocinho? Não que você não encontre machismo em um livro exposto de um jeito interessante – como por exemplo em No Escuro, livro que fala sobre violência doméstica e, claro, tem um personagem muito machista. Às vezes você encontra esse tema como um defeito de um personagem, algo a ser trabalhado nele, algo que ele possa evoluir. Mas algumas vezes – as realmente broxantes – encontrei esse tema tratado como algo… normal? Correto? Peraí, gente, aí não dá. Aí desanima e até revolta.

Estereótipos

A donzela frágil que precisa ser salva. O homem forte, musculoso e heroico. O nerd (provavelmente gordo, caso contrário, japonês) de óculos que mexe com computadores. O vilão completamente malvado e falastrão. Tem coisa mais chata que esteriótipos? É chato, é clichê, é preconceituoso. É broxante.

Narração lenta/ muita descrição

Você não precisa me descrever até a unha rosa choque com estrelinhas do dedo mindinho da protagonista. Muito menos o chinelo dela; eu tô pouco me importando com o chinelo da moça, a não ser que ele seja um fetiche sexual ou um símbolo de assassinato, capiche? (sério, gente, eu já li descrição de CHINELO!) Também não precisa passar três páginas inteiras para explicar que alguém está cozinhando batatas (viu, senhor Tolkien?). Uma das coisas mais legais em um livro é imaginar. Portanto, autores, deixem seus leitores imaginarem. Agradecida.

Personagem cheia de mimimi (drama excessivo)

É, eu estou falando com você, Juliette (Estilhaça-me/Liberta-me) e com você também, Tris (Insurgente). Há um limite para o mimimi, queridinhas. Sua vida pode ser uma droga, meu querido personagem, mas há um limite para o quanto de páginas (e horas da minha vida) você pode desperdiçar com o seu drama infinito, reclamando da sua vida. Maneirem, por favor. Se quiser reclamar vai lá no PROCON que meu ouvido não é pinico.

Triângulo amoroso

PIOR SE FOR UM TRIÂNGULO COM IRMÃOS! Se for com irmãos me dá mais bronca ainda. É de jogar na parede. Vejam bem, não é que eu sou completamente contra um triângulo amoroso. Tem uns que são legais, mas o problema é que é bem difícil sair do lugar comum e não deixar o livro virar uma novela. É preciso muito, muito cuidado. Então quando eu vejo um triângulo já fico meio assim, assim… será que vai dar certo? Porque geralmente não dá.

O romance pelo romance

Não sou o Coração Gelado, pessoal. Eu gosto de romance… mas até certo ponto. Gosto de um romance bem desenvolvido, que seja parte de uma história. O que eu não gosto é do romance pelo romance, daquela coisa de que o livro é só isso e nada mais. Aquela coisa de que os personagens respiram a paixão, não conseguem viver um sem o outro e pensam um no outro O MALDITO TEMPO INTEIRO. Peraí, né, gente? Mesmo quando você gosta de alguém, você ainda faz outras coisas da vida… Não é que seu coração vai parar de bater se você não pensar todos os minutos na pessoa amada. Menos, faz favor.

Linguagem muito rebuscada

Sei lá, não gosto, me dá aquela impressão de livro de vestibular. Eu gosto de Machadão, por exemplo, ele eu deixo ser rebuscado, mas olha que ele nem era tanto assim, quer dizer, tem autor clássico muito mais cheio de floreio que ele. Só que, atualmente, tem livros que, se tiver muito floreio, fica broxante. Pior, fica pretensioso. Por exemplo, um livro de terror não precisa ser cheio de palavras bonitas e difíceis, precisa?

Erros de português

Preciso nem comentar, né, pessoal? Essa daqui é pra desanimar qualquer um. Um erro ou outro, tudo bem, o autor é humano, o revisor também, até o editor é. Mas um monte?! Eu tenho um costume bem pentelho quando leio livro com muitos erros de português: fico anotando tudo que nem uma doida. Aí depois vou lá no Por Essas Páginas e resenho, enchendo de quotes, só para extravasar minha raiva. Pelo menos assim chego ao final do livro.

Notas de rodapé

Sei que é útil, mas eu não gosto não, gente. Começa a aparecer muitas notinhas já me desanima. Você tem que ir lá e ficar olhando a nota, parando a leitura, pensando em outra coisa. Coisa mais chata.

Ganchos apelativos para continuações

Não é que um livro não possa terminar com um gancho, não é isso, pessoal. É só que tem livros que não precisam de continuações, só isso. E aí os autores/editores, sei lá quem, querem simplesmente vender. Que nem diz meu marido, o famoso money grab. E aí vai lá e coloca aquele gancho fajuto para poder emplacar uma continuação, tipo S.E.G.R.E.D.O. Aí eu não leio. Só de protesto.

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Comments
6 Responses to “Top Dez: As dez coisas que me desanimam em um livro”
  1. Ana Merege disse:

    Xiiii… Eu estava muito bem até chagar no fim… A Ilha dos Ossos deixa um belo gancho e não é o Capitão Gancho. E agora? 🙂

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    • Karen Alvares disse:

      “E não é o Capitão Gancho”? HAHAHAHAHAHAHA Peraí que eu rolei de rir aqui, moça! uhaauhahuaahuahuuha
      Ganchos são importantes, eu acho. Tem que ter. Mas é o que eu disse lá no Facebook… eu não gosto que parece que o livro não terminou, sabe? Cada livro tem que fechar sua própria história e deixar gostinho pra próxima. E tem séries que tão saindo por aí que simplesmente poderiam ser um livro só, que nem o exemplo que eu dei no post. 😉

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  2. Adorei o post, com certeza tudo isso que sitou acaba com o tesão de uma boa leitura.

    Beijos.
    http://apaixonadaporpijama.wordpress.com/

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  3. Rodrigovk disse:

    Acho que concordo com quase tudo da lista!

    Sobre “notas de rodapé”, recomendo a leitura de “Belas Maldições”, do Gaiman com o Pratchett. As notas de rodapé são ótimas e hilárias.

    Sobre ganchos no final, tenho muita, muita, muita birra. Tanto que não fui ver o “O Hobbit” por causa disso. Geralmente eu espero seriados, trilogias, séries, terminarem antes de ler, não tenho saco de ir acompanhando “conforme a obra é escrita”, porque eu sempre acho que vou me dececpcionar.

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    • Karen Alvares disse:

      Opa, então existem boas notas de rodapé! Mas claro, né, Gaiman! =)
      Eu também não tô acompanhando os filmes de “O Hobbit”. Só vi o primeiro que é o que considero importante, afinal, pra mim, pelo menos, o Bilbo encontrar o Gollum foi o mais importante. O resto é pura enrolação.

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