Meus queridinhos: Harry Potter

Hoje volto com mais um dos meus posts lá no Por Essas Páginas. No blog nós temos uma coluna muito interessante chamada Queridinho do Mês, onde postamos um pouco sobre a história e o nosso amor pelos nossos personagens preferidos. É claro que o personagem que abriu meus posts na coluna não poderia ser outro: Harry Potter. Sou apaixonada por ele desde a primeira linha de Harry Potter e a Pedra Filosofal, isso lá quando eu tinha meus 13 anos. Quem me conheceu através das fanfics sabe muito bem a importância que dou a ele em todas minhas histórias. Portanto, aqui vai um pouco da minha paixão pelo menino de cabelos pretos despenteados, magricela, olhos intensamente verdes e cicatriz de raio na testa.

Post originalmente publicado no blog Por Essas Páginas.

Como assim ninguém ainda falou sobre o grande, maravilhoso, excepcional e queridinho do mundo todo, Harry Potter?

Ah, claro, vocês estavam me esperando. Eu, a apaixonada e praticamente-noiva desse personagem desde… desde… hum? Desde que eu tinha 13 anos e comecei a ler a série? E o Harry só tinha 11? Enfim, o que importa de verdade é que o Harry é meu amor de toda a vida e fim de papo. (e que eu também não consegui surpreender ninguém no meu primeiro Queridinho do Mês)

Para quem ainda não leu a série (como assim? Em que planeta você vive?! Corre e vai ler!), aviso que temos alguns spoilers aqui.

É fácil e difícil falar do Harry. Fácil porque, bem, eu o conheço de cabo a rabo há vários anos, e difícil porque, vamos ser sinceros, Harry Potter não precisa de apresentações, não? Como J.K. Rowling profetizou logo no primeiro capítulo do primeiro livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”: “Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!”. Bem, eu acrescentaria também os adultos. E os idosos. Talvez até os cachorros, os gatinhos…

Foi em um trem, entre Londres e Manchester, que J. K. Rowling teve a primeira visão de Harry; um menino órfão, de óculos, que estudava em uma escola de magia e bruxaria. Logo o batizou de Harry Potter. Ela não tinha lápis, caneta, nem papel, e teve que esperar sair do trem para conseguir anotar sua idéia.

Como basicamente todo mundo no planeta já conhece a história de Harry Potter (ou pelo menos já tem uma boa noção), eu vou me ater aqui a ele, como personagem em si. Harry é um herói, mas não acho que seja o típico herói. Ele é humano, tanto que nos sentimos próximos a ele, em relação a seus sentimentos e atitudes. Muitas vezes Harry é teimoso e cabeça-dura, tantas que a gente até perde a conta. Ele sabe que precisa dos outros, mas tende a querer resolver as coisas sozinho na maioria das vezes e segue seus instintos sem pensar muito no assunto, o que acabou levando-o a vários tropeços e até mesmo mais perdas no caminho. Além disso, Harry teve também sua fase revoltada – meu marido chama de “Harry CAPS LOCK”, porque ele só falava em caixas altas no livro; ele gritava com todo mundo, até mesmo seus amigos mais próximos, e tentava afastar a todos, pensando que estava irremediavelmente sozinho.

Mas como acontece na vida de qualquer um, essas fases passaram. Uma das coisas maravilhosas nesse personagem e na escrita fantástica de Rowling, é que ele evolui. À medida que as páginas avançam, de um volume para o próximo, de um ano para o outro na aventura, Harry cresce junto com os livros, amadurece e evolui como personagem. O leitor também cresce junto com ele – seja criança ou adulto -, acompanhando essa evolução não apenas como espectador, mas sim atuante, quase como se vivêssemos ao lado de Harry sua trajetória. Harry perde sua inocência e adquire maturidade. De um menino que não sabia seu lugar no mundo, inocente, Harry passa pelo adolescente revoltado, para depois aceitar as consequências, aprender com elas e por último, torna-se, como diz Dumbledore, um homem muito melhor que ele mesmo.

Além dos defeitos, Harry também sempre teve qualidades. Ele é capaz de sacrificar a si mesmo pelos outros e valoriza a amizade acima de tudo; sempre o considerei uma pessoa simples, até mesmo humilde a despeito de toda a fama que tem – e que preferia não ter. Outra coisa que admiro nele é que, apesar de ser tímido, ele na maioria das vezes sabe o que responder em uma situação: seja ela uma ofensa do rival Draco Malfoy, do seu professor mais detestado Severus Snape, e até mesmo o Ministro da Magia e, por último, o próprio Voldemort. Eu sempre gostei quando o Harry falou verdades para ele, principalmente no final, quando ele, naquele final épico, mostra a Voldemort – ou melhor, Tom, no que ele se transformou e todos os erros que fez. Ou quando Harry enfrenta seu professor e mentor preferido, Remus Lupin, e age como um grande homem. São cenas que me enchem de orgulho desse personagem que começou como um menino tímido, desencontrado e profundamente melancólico, e terminou como um homem de valores e caráter, que ele sempre foi lá no fundo. É assistir a evolução que nós mesmos, enquanto pessoas, podemos alcançar também.

Acho que acabei filosofando demais sobre o meu personagem mais favorito de todos que já li aqui. Harry hoje vive com sua família, que ele construiu com Ginny Weasley, irmã do melhor amigo Ron, e seus três filhos, cercado pela outra família que adotou como sua – os Weasleys – e é cunhado da melhor amiga Hermione Granger, agora também uma Weasley. Ele é padrinho de Teddy Lupin, e sempre está em contato com os melhores amigos, Ron e Hermione, e os filhos dos dois. Ele finalmente conseguiu a família que sempre desejou e lhe foi tirada, e acredito que não se sinta mais só, e agora seja verdadeiramente feliz.

Harry também vive em nossa lembrança e nossos corações, e em nossas releituras da série, como um de nossos melhores amigos. Dumbledore dizia que Hogwarts sempre estaria lá para quem pedisse ajuda. Bem, eu vou mudar um pouco a frase e dizer que Harry sempre estará lá para quem pedir ajuda e companhia. É com ele que muitos fãs cresceram, amadureceram e compartilharam bons e maus momentos juntos. E é onde ele vive agora, conosco, para sempre.

Ficha do Personagem

Nome: Harry James Potter

Idade: Começa as séries com quase 11 anos e termina com 17, à beira dos 18. No epílogo, termina com mais ou menos 37 anos.

Varinha: Azevinho e pena de fênix, vinte e oito centímetros, boa e maleável.

Descrição física: Olhos verdes cobertos por óculos redondos, cabelos lisos e pretos, apontando para todos os lados, magro, baixinho para sua idade e de joelhos ossudos. Na testa, exibe a inconfundível cicatriz em formato de raio.

Hobby: Jogar quadribol.

Curiosidade: Harry divide seu aniversário, dia 31 de julho, com a sua criadora, J. K. Rowling.

Nas telas: Harry é interpretado por Daniel Radcliffe nas 8 adaptações cinematográficas da série.

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