Três anos depois – Voltando à uma história

Por Karen

Eu deveria estar escrevendo minhas palavras para o desafio, e hoje eu tinha prometido que seriam originais. Talvez eu ainda consiga escrever algumas mais tarde, talvez só para fazer as 500 do dia. Mas tudo bem, foi um dia produtivo. Eu estou desde terça-feira engajada nisso direto, e desde muito tempo tentando fazer isso (anos, sim), e hoje eu finalmente consegui terminar.

A verdade é que eu estou postando aqui apenas para dizer o quanto eu estou feliz de ter conseguido terminar um capítulo da minha antiga fanfic. Aliás, a primeira coisa realmente – tirando a parte de ser uma fanfic – séria que eu fiz, com projeto e tudo mais, com planejamento e dedicação. Uma fanfic que eu escrevo desde que tinha 15 anos. Eu tenho quase 25 agora, então, olha só, fazem 10 anos que eu escrevo a fic. Quer dizer, digamos que sejam 7, porque eu parei por 3 anos de escrevê-la.

A coisa mais difícil para mim depois desses três anos longe dessa história – além de juntar força de vontade e coragem para continuá-la – está sendo juntar as pontas soltas. Eu esqueci um monte de coisa, confesso. E eu preparei quebra-cabeças na história, e agora eu estou tendo que desvendá-los. Isso está sendo um aprendizado para mim, algo como “nunca mais faça uma idiotice dessas, principalmente com seus originais”, porque é bem difícil juntar todas essas pontas soltas agora. Eu quero dizer: “nunca mais largue uma história desse jeito, Karen”, porque eu gosto de escrever quebra-cabeças, e isso não vai mudar. Gosto muito. Mas agora, com essa fic, estou tendo que procurar anotações antigas, reler a fic (e isso dá um trabalho, gente, hoje eu só reli o capítulo que eu acabei de escrever, e deu um trabalhão…), perguntar a leitores (sim, sem medo e sem vergonha de ser feliz! hahaha). Ah, e eu também utilizo bastante o “find” do Word com algumas palavras-chave… (risos)

Mas agora eu tenho uma meta, e vou ter que conseguir atingí-la; eu vou terminar essa história, e eu vou terminar todas as outras três histórias originais que eu tenho, nem que eu gaste mais dez anos. Calma, gente, eu quero terminar a fic mais rápido que as outras histórias, sem mais 10 anos para ela!

Bem, se alguém quiser ler o capítulo que eu escrevi da fic, sendo que parte do capítulo, exatas 4.943 palavras são fruto do meu desafio, ele está aqui. E seja o que Deus quiser, porque eu estou morrendo de medo que esteja uma porcaria (se bem que eu não sei porque gostei muito da primeira cena, que eu já postei aqui).

E eu quero deixar registrado que reescrever é algo muito mais difícil do que escrever. Ontem e hoje eu fiz esse trabalho, ontem com um original, hoje com a fic, e é super cansativo. Mas compensa.

Vou confessar aqui entre nós que ontem eu juntei coragem e enviei três capítulos de um original. Não, não foi para um editora, foi para um site que está com um projeto e tals. Hoje de manhã recebi aquele e-mail pequeno e seco de recusa. Eu fiquei dividida entre dois sentimentos – fiquei chateada, claro, mas depois fiquei pensando “Uhu, esse é meu primeiro bilhete de recusa! Vamos para o próximo?” Acabou que me animei, e espero logo terminar realmente uma história inteira e começar a enviá-la. Sabem? Para valer. E ficar contando minhas recusas e guardando-as em um pote até que alguém me dê uma chance.

Tenho toda uma vida pela frente, afinal.

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Comments
10 Responses to “Três anos depois – Voltando à uma história”
  1. Ana disse:

    Essa coisa de tempo é engraçada, embora pareça que não se passou muito tempo, ao retomar algo de então é que percebemos que o tempo correu =D

    Ah, quanto à recusa, faz parte. As pessoas mais bem sucedidas no que fazem hoje, já foram recusadas, e por diversas vezes. O importante é não desistir do sonho, olhar para a frente e fazer disso um impulso, um desafio, a ser superado.

    Bjuuu.

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    • Karen Alvares disse:

      É engraçado mesmo, a gente acha que não passou muito tempo, mas olha para trás, para o que estávamos fazendo, resgata projetos antigos e percebe como realmente funciona o transcorrer do tempo.
      Obrigada pelo apoio, Aninha, e foi o que eu falei no post: eu só consegui pensar em tentar outras vezes, conseguir outras recusas e um dia uma chance. 😉
      Beijão!

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  2. Melissa disse:

    Kakazinha, você mandou pra uma editora???? Que maravilha! Eu acho que a gente tem que dar a a cara pra bater mesmo, viu? E realmente, vamos colecionar “nãos” e depois contá-los pro único “sim” que valeu a pena!

    Realmente, voltar a uma velha história é complicado. Eu confesso que demorei um tempinho para me acostumar ao clima, à escolha de palavras, ao jeito dos personagens… Demora, mas depois que a gente engata fica mais tranquilo, né? Também estou com essa de nunca mais abandonar uma história, porque fica difícil ligar tudo depois, quando a gente só tem a visão do todo, e não dos detalhes.

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    • Karen Alvares disse:

      Nãooooo… Não mandei para uma editora, quem me dera, pois isso significaria que teria terminado uma obra. Eu mandei três capítulos da história de zumbis para um site, que é meio específico nisso, eles tão com um projeto e tals. E eles recusaram. Mas eu pedi para me explicarem porque, e depois do e-mail (que eu li e reli várias vezes, e passei pro Felipe, que apesar de ser um marido coruja, tenta ser imparcial e entende de zumbis rs), eu percebi que eles só não queriam o meu tipo de história. Então não me desanimei; a história não é perfeita, mas tem seu valor, e eu vou continuar e quando terminá-las, colecionar bilhetes de recusa até chegar a minha chance!
      E você também vai fazer isso, não, moça? Ainda te vejo publicada, em uma prateleira e vou dizer “tá aí minha amiga, tão vendo, olha só?”. 😉
      É, você também fez isso de voltar a uma história, né? É complicado. Nunca mais podemos fazer isso de largar um texto! hahaha… Eu estou voltando a duas, à fic e a um original que tinha largado, mas o original por incrível que pareça está sendo mais fácil que a fic. Eu amarrei bastante a fic e o original apenas tinha um começo e anotações. Mas é isso aí, quanto maior o esforço, mais vale a pena o resultado!
      Ufa, fiz outro post no coment. 😀

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      • Melissa disse:

        Kakazinha, essa coisa de “tipo de história” é chato mesmo, mas a gente tem que continuar no que a gente acredita que é bom. Essa ficção científica que estou escrevendo mesmo, é um troço meio estranho, que mistura muita coisa… Também tenho medo de acharem que “não é o tipo certo” e talz, mas eu realmente acredito nessa história, sabe. Eu gosto dela e vou continuar e publicar nem que seja independente com 100 cópias pra dar pra amigos que acho que vão gostar também.

        Meu medo atualmente é dessa onda sobrenatural/romance que simplesmte excluí livros em que romance não é o mote principal. parece que a única coisa que vale a pena ler é romance e isso não é verdade!!!

        A minha original tinha muitas referências que eu esqueci. Ainda tá um pouco difícil lembrar de tudos. Mas bem feito pra mim, que largou o troço parado por séculos sem nenhuma anotação pra me lembrar…

        Só uma coisa off-topic: eu não consigo assinar o seu blog! Digito meu e-mail lá e dá pau. Você sabe por que isso aconteceria?

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      • Karen Alvares disse:

        Pois é, Mel. Acho que muitas histórias boas devem ser rejeitadas por aí (e tem até histórias de autores famosos que conhecemos) porque simplesmente o agente ou a editora achou que não vendia ou que não era o tipo de história que queria no momento. Mas pode não ser o tipo pra uma pessoa, mas pode ser o tipo para outra. Não quer dizer que não tenha valor. Que nem esse site que eu mandei, depois do segundo e-mail eu percebi que simplesmente não era o que o cara queria. Ele queria uma coisa específica, mas quando eu tinha perguntado antes, ele não soube dizer. É meio como usuário de sistema que não sabe o que quer, só sabe o que não quer! *comparação geek mode on*
        E pode me incluir aí em uma dessas 100 cópias, porque eu quero ler seu livro! Tu já notou que eu adoro essas misturebas com coisas malucas! hahahaha Sabe, a gente tem sorte porque agora temos internet e auto-publicação. Podemos publicar nossa obra e divulgar na internet, se as editoras não aceitarem. É muito melhor do que guardar o manuscrito na gaveta, como era antigamente.
        Totalmente não é verdade que só vale a pena ler romance. Sinceramente, isso para mim é modinha. Eu não gosto. Talvez eu seja meio bruta ou às vezes insensível (hahahaha), mas o fato é que em uma obra o romance é o que menos me atrai. Em Hunger Games, pasme, eu achei a parte mais chata no começo de “Em Chamas” quando ficou aquele triângulo amoroso. Aquilo estava me enchendo, porque naquele começo, parecia ser o foco. Para mim a coisa só começou a andar depois que começaram as conspirações e enfim, o que você já leu! rs… Mas eu não topo muito romance. Principalmente romance sobrenatural.
        Pois é, é um saco isso. Pior que muita coisa a gente acaba guardando na cabeça mesmo, eu não tenho paciência de anotar todas as idéias, eu quero mesmo escrevê-las. Então depois de um tempo a gente esquece. Mas talvez seja outra coisa de disciplina que seja bom treinar… 😛
        Poutz, eu não sei porquê! Como você tá fazendo? Pelo siga-me ou pelos feeds? Eu tentei pelos dois e tava indo aqui. Tá usando esse e-mail do gmail para isso? Se for pelos feeds, eu tento copiar o endereço e colar no Google Reader quando eu quero seguir um blog. Acho mais fácil.

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    • Melissa disse:

      Putz, mas você escreve romance TÃO BEM!!!! Mas é que eu ahco que pra mim você escreve na medida certa: só quando precisa, com cenas fortes, e não aquele lenga-lenga exagerado. Eu gostei da Nena foi por causa disso!

      Quanto a Hunger Games eu concordo que o começo de Catching Fire me deixou com muito medo de virar uma história de triângulo amoroso. Eu ia ter ficado MUITO decepcionada se isso acontecesse.

      Sabe, eu acho que livros de romance existem e sempre vão existir porque têm público pra isso, mas tem hora que é chato ver sempre as mesmas histórias, como se a única motivação da vida fosse o amor romântico. Poxa, tem muita coisa além disso. Eu gosto de colocar casais nos livros, mas não gosto de fazer o conflito do casal o centro de tudo. Porque pra mim o importante é a reação das pessoas.

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      • Karen Alvares disse:

        Ah, você acha?! 😛 Sempre que eu tenho que escrever romance – porque justamente é o que você disse, eu tento colocar nas horas certas e uma trama maior em volta disso – eu fico com medo de parecer melosa ou tola. Acho que por isso que não gosto, porque se eu ficar melosa, eu me atiro do meio fio sem pára-quedas! hahahaha
        Digamos que por exemplo nos originais que eu tô fazendo, eu não deixei isso totalmente de lado. Sempre tem um pouco, porque você sempre coloca alguma relação em uma história. Mas em nenhuma delas isso é o principal, o foco da história. A Nena mesmo, para mim o foco dela é outra coisa – mas eu admito que tem bastante romance nela…
        Pois é, então, foi isso que eu fiquei morrendo de medo no começo de Catching Fire. Eu gosto do romance da Katniss com o Peeta, eu até gosto da tensão com o Gale também. Mas eu fiquei com medo que isso virasse o tema da história quando tinha tanta coisa mais legal acontecendo. Mas a Suzanne não nos decepcionou, ela foi incrível, ela colocou na medida certa.
        Nossa, concordo com tudo o que você disso. Romance é necessário. Mas só às vezes enche o saco; a vida tem muito mais coisas do que o amor romântico, tem muito mais conflitos, tem muito mais objetivos a serem perseguidos. E as histórias nascem dessas coisas juntas.

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  3. Dhiego Dantas disse:

    Bom dia Karen,

    Finalmente consegui ler o cap novo, que alias, tive que reler 2 dos anteriores para me achar no meio da história, como os anteriores, esse novo é um excelente capitulo (=
    Problema é que bateu saudade de ler desde o inicio da série para lembrar todos os fatos a muito esquecidos…Pretendo re-iniciar a leitura assim que terminar de ler o terceiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo, Acredito que quando iniciar a leitura da profecia sagrada dessa vez, lerei com mais calma ao invez de devorar a fic como todas as vezes lidas antes ._.

    Do mais…
    Boa sorte com o desafio!
    E continue escrevendo tão bem quanto agora! (:

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    • Karen Alvares disse:

      Olá Dhiego!
      Eu sei como é. Eu também tive que reler e estou tendo que reler muita coisa. É o que eu disse no post, é uma lembrança para jamais abandonar uma história! 🙂
      Boa releitura então! E obrigada por ainda acompanhar, pelo comentário, enfim, fiquei feliz que esteja lendo e tenha gostado do novo capítulo.
      Obrigada por tudo!
      Abraços!!!

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