Bom dia, manhã fria!

Por Karen

É nessa manhã branca e gelada que começo esse querido diário.

Não é de hoje que meus dias são ocupados por papel e palavras; uns dias mais, outros menos.  Se buscar bem na memória, ainda lembro da primeira história que escrevi. Na escola, em papel e linhas de caderno, que foram depois arrancadas e grampeadas em duas folhas A4 amarelas, com um título a mão, servindo como capa. Era um mistério em um trem – tipo Agatha Christie, que eu já gostava na época – e o assassino (que clichê…) era o mordomo. Acho que eu tinha 9 ou 10 anos, e já gostava de falar de mistérios, morte, tramas psicológicas.

Sempre fui meio esquisita.

Os livros foram aumentando com os anos, assim como a quantidade de velinhas no bolo. Chegaram os mais inspiradores; chegou a dama Rowling com magia e as histórias ficaram mais humanas, talvez até mais fantásticas.

E foi aparecendo um mundo próprio, sonhos, idéias na cabeça, letras no papel.

E agora não dá mais para parar.

“Depois de tudo o que passei, o destino cruel ainda me coloca nas mãos o poder de ser o carrasco ou o anjo salvador deste que arruinou minha vida. Hoje, tenho trabalho, família, dignidade, mas Deus sabe a que preço. Perdoar ou condenar? Peço ajuda, ou o abandono aqui à própria sorte, que bem sei ser a morte certa?”

15 ou 16 anos.

Fiquei feliz com as palavras da única pessoa que leu isso, meu professor de redação.

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Comments
4 Responses to “Bom dia, manhã fria!”
  1. Vania disse:

    Parceira, como já tive a honra de ler algumas das coisas que você escreveu, posso afirmar com conhecimento de causa que com o talento que você tem com as palavras, você irá longe! E eu estarei aqui em cada passo desse caminho, pra te incentivar e te colocar pra frente! Vamos que vamos!!!

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  2. Nivia disse:

    Seu professor de redação era uma pessoa feliz, fala a verdade. xD
    Porque os professores leem cada redação horrível – eu corrigi redações dos meus colegas por anos, antes deles entregarem, pra ver se salvavam as notas deles, e sei quando falo de leitura desinteressante e escrita feita na forçada.

    Já havia começado. Mesmo com uma redação simples, no fundo você sabia que não ia parar mais. Pode contar contar comigo sempre, também, para apoiá-la, viu? Porque desde que li as fics já tinha percebido que você podia fazer o que quisesse dali pra frente.

    Beijos!

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    • Karen Alvares disse:

      Eu lembro com carinho desse meu professor de redação. O nome dele era Amir, e ele era uma pessoa feliz mesmo… Contava cada história, incentivava os alunos a serem alguma coisa. Ele foi a primeira pessoa que me disse que eu escrevia bem, a primeira pessoa desinteressada, que não era da família, nem amigo, e profissional… Falou isso e me deu a nota máxima nessa redação. Lendo hoje parece horrível, mas na época eu fiquei super feliz com ela!
      Obrigada pelo apoio, querida. Você é uma amiga que tenho um carinho enorme, e sei que suas palavras são sempre de coração (e verdadeiras, o que também é muito, muito importante!).

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